quarta-feira, 19 de setembro de 2012

A busca pelo perceiro(a) ideal-irreal

Eu já fui uma pessoa louca, dependente de um poderosíssimo agente envaidecedor: o amor.
Entre as várias formas de amar, o meu vício era um amor romantico, amor idealizado.
Com o tempo eu descobri que, ao contrário do que diz a Bíblia e cantava Renato Russo, o amor pode sim, ser egoísta, invejoso e envaidecedor, enquanto negar essas características essencialmente humanas torna a idéia do amor romantico algo quase inatingível, ocasionando em inúmeras frustracoes e separacoes; como aconteceu comigo.

Cansada de buscar por parceiros dotados de características que, na época, eu considerava como admiráveis, comecei a me relacionar com parceiros que simplesmente nao apresentassem características que eu considerava como abomináveis. A partir desse momento, meus relacionamentos se tornaram muito mais verdadeiros, justos e livres de cobrancas absurdas, pois percebi que todos aqueles com quem havia me envolvido emocionalmente até aquele determinado instante, possuiam tanto qualidades admiráveis como abomináveis. E esse era o fundamento da minha tormenta, da minha e da deles.
Amar e odiar. Odiar e amar.

Apesar das dores causadas pelo ato de amar, eu continuo amando e nao consigo imaginar a minha vida sem amor. Abolir o amor nao foi a solucao para a loucura. Me curei quando aprendi a amar sem criar expectativas e principalmente quando aprendi a deixar para trás aqueles que eu insistia em transformar.

Me descobri uma pessoa muito mais objetiva e feliz quando me dei conta que mais importante que saber o que eu quero, é estabelecer o que eu nao quero. A aceitacao da dor nunca coube a mim e nunca caberá.


"O idealista é incorrigível: se é expulso do seu céu, cria um ideal do seu inferno." (Nietzsche)
















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